“É um homem perverso, um iníquo aquele que caminha com falsidade na boca”

Na Sagrada Escritura é dito: “É um homem perverso, um iníquo aquele que caminha com falsidade na boca; pisca os olhos, bate com o pé, faz sinais com os dedos; só há perversidade em seu coração: não cessa de maquinar o mal, e de semear questões. Por isso, repentinamente, virá sua ruína, de improviso ficará irremediavelmente quebrantado” (Provérbios 6, 12-15).

Como palavras do Provérbio, é Deus mesmo quem diz que aquele que caminha com a falsidade em sua boca, com o mau hábito da mentira, é um homem perverso, um iníquo cheio de maldade moral detestável para a Verdade Puríssima, soberano Juiz do todas as coisas. A maldade moral culposa, como obra da vontade livre, é merecedora de punição perante a justiça divina. Ela é uma violação da ordem objetiva estabelecida por Deus enquanto Bem fonte de todo bem, uma introdução do mal na ordem criada, o que exige reparação.

Diz Santo Tomás: “Pertence à perfeição da bondade divina não deixar coisa alguma desordenada na natureza, e, por isso, acontece que nas coisas naturais todo mal está subordinada a um bem, como, por exemplo, a corrupção do ar gera o fogo, e a morte de uma ave é alimento para um lobo. Por isso, como os atos humanos, tal como as coisas naturais, subordinam-se à providência divina, o mal que neles aparece deve estar incluído na ordenação de algum bem, e isto acontece com muito acerto na punição dos pecados. (…)”. (“Suma Contra os Gentios”)

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