
Na Sagrada Escritura é dito: “É um homem perverso, um iníquo aquele que caminha com falsidade na boca; pisca os olhos, bate com o pé, faz sinais com os dedos; só há perversidade em seu coração: não cessa de maquinar o mal, e de semear questões. Por isso, repentinamente, virá sua ruína, de improviso ficará irremediavelmente quebrantado” (Provérbios 6, 12-15).
O homem mentiroso tem a perversidade em seu coração e seus gestos exteriores são falsos, enganadores, cheios de malícia. Em seu interior vive maquinando o mal, o uso de meios desonestos para realizar seus interesses egoístas. Vive semeando distúrbios, tumultos, questões para perturbar, que trazem a desordem. É uma boa diabólica, longe da virtude e próxima do mal e do pior.
Para o que “caminha com falsidade na boca”, se permanece no mal, virá repentina ruína, uma destruição irremediável; males contras os quais não haverá defesa e para os quais não há remédio, os males infernais. Assim, no Apocalipse é dito: “Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte” (21,8).
