Em Provérbios (6,16-19) é dito que Deus detesta “pés pressurosos em correr ao mal”.

Princípio, em sentido elevado na ordem do ser, é aquilo que é necessário, enquanto algo que não pode ser de outro modo, e absoluto, enquanto algo que, pelo menos sob algum aspecto, é não dependente (ou relativo). Um princípio moral fundamental, imutável, é aquele que diz que o homem deve fazer o bem e evitar o mal, por razões do ser objetivo, primeiro pelo Ser de Deus e segundo pelo próprio ser do homem. A este respeito, por exemplo, no livro do profeta Isaías é dito por Deus: “Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem” (1,17); e no salmo 33 é dito: “Afasta-te do mal e faze o bem”.
Aquele que tem “pés pressurosos em correr ao mal” vai contra este princípio da sabedoria, de modo decidido, engajado, inclinado para o mal como quem o deseja intensamente. Este homem é culposamente imprudente, ou seja, é precipitado, sem a devido ponderação, e negligente.
Como em Deus não há indiferença, porque não há coisas indiferentes, isto é abominado por Ele, enquanto não é amável pela ausência da devida bondade, especialmente a bondade moral que corresponde aos atos da vontade livre.
Em Tessalonicenses, ao instruir sobre os enganos do império do Anticristo, São Paulo diz: “Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes permitirá um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Ts 2,10-12).
