A certeza de que as Escrituras são divinas pela certeza da autoridade (da Igreja Católica)

A Sagrada Escritura, tal como existe, nasce da Igreja Católica, dentro de sua Tradição, e por ela foi reconhecida como inspirada pelo Espírito da Verdade. As escrituras divinas são por si mesmas palavra de Deus escrita, isenta de engano, para a salvação pela obediência à verdade conhecida. Porém, sua inspiração não é evidente para a mente humana, de modo que a certeza de sua origem divina não é a certeza da razão, mas sim a certeza da autoridade, e neste sentido foram admitidas como tais pela autoridade da Igreja da Igreja que Cristo fundou e à qual prometeu seu auxílio infalível. A Santa Igreja recebeu de Cristo uma participação em seu magistério divino, o que inclui certa infalibilidade no ensino da verdade, para o bem do homem, especialmente sua salvação eterna, contra a perdição eterna no inferno sem fim da alma imortal. Assim, quem duvida da Igreja, por coerência deve duvidar também das escrituras, perguntando-se o que garante que este ou aquele livro é palavra de Deus.  

Por isso, naturalmente a interpretação das letras sagradas deve partir da Igreja, deve estar dentro do definido por ela, por exemplo no Magistério dos Concílios dogmáticos e dos Papas que se pronunciaram com a intenção de definir. Assim, o “cada cabeça uma sentença” e o “cada comunidade o seu magistério”, como acontece no mundo protestante, é contrário ao Espírito das Escrituras, não provém de Deus, e de modo algum é aprovado por Ele, pois nele não há contradição nem falsidade.

Embora a ciência possa ser útil dentro de certos limites, a Escritura antes de tudo se entende pela graça divina e não pela ciência humana, porque a Palavra de Deus revelada excede a mente do homem.

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