
Em Provérbios (6,20-22) é dito: “Guarda, filho meu, os preceitos de teu pai, não desprezes o ensinamento de tua mãe. Traze-os constantemente ligados ao teu coração e presos ao teu pescoço. Eles te servirão de guia ao caminhares…”.
O preceito diz o bem e o mal, enquanto diz o devido e o proibido. Ora, o bom para o homem está no bem e o melhor realmente, do mesmo modo que o mal para ela está no mau e o pior de fato. Um sábio preceito, que corresponde à sabedoria do ser, de suas razões e bondades, tem como sentido que haja o primeiro e não haja o segundo, o que inclui “os preceitos de teu pai” e os “ensinamentos de tua mãe”, enquanto aqueles de inteligência superior, com entendimento das coisas, e de reta intenção, com interesse benevolente para como o filho amado, o que é próprio de um pai e de uma mãe enquanto ideia divina, em seu significado natural.
Santo Tomás diz: “Além disso, o fim de qualquer lei, principalmente da divina, é formar homens bons. Ora, o homem é tido por bom por ter a vontade boa, pela qual põe em ato tudo o que de bom há nele. Ademais, a vontade é boa porque quer o bem, principalmente o máximo bem, que é o fim. Por isso, quanto mais a vontade quer este bem, tanto mais o homem é bom. Mas o homem quer mais aquilo que quer por amor do que aquilo que quer só por temor, pois o que quer só por temor diz-se que é involuntário e mesclado, como, por exemplo, quando alguém quer jogar no mar uma mercadoria, temendo o naufrágio. Logo, o amor do sumo bem, isto é, de Deus, faz com que os homens sejam bons ao máximo, e isso é intencionado em primeiro lugar pela lei de Deus”. (Suma Contra Os Gentios).
No Evangelho, Maria, a Imaculada, disse aos serventes na Bodas da Caná: “Fazei o que ele vos disser”; o que pode ser tomado como um preceito que ela sempre diria para seus filhos espirituais na relação deles com seu Filho segundo a carne, o qual é o homem-Deus. Como preceitos da Mãe, as palavras de Maria santíssima fazem o homem bom e o conduz a Deus.
