A unidade da verdade e a harmonia entre fé e razão

Como mostra a realidade, o homem pode ser dito “animal racional”. Pela razão que possui, capaz de compreender a realidade, deve ser considerado que o ser é cognoscível e a inteligência é ordenada naturalmente à verdade. O conhecimento começa pela realidade e a verdade é a adequação da mente ao real, e não uma criação subjetiva ou uma convenção social.

Pelo princípio de não contradição, uma evidência intelectual inegável, há necessariamente unidade na verdade. No reino da verdade, há verdades acessíveis à razão humana e verdades reveladas por Deus, e por isso fé e razão não se contradizem, ou seja, o que é verdadeiro pela fé não pode ser falso pela razão.  

O tema da verdade é importante também na religião, tanto que Cristo disse que “nasceu e veio ao mundo para dar testemunho da verdade”. Só vale a pena seguir uma determinada religião se ela for verdadeira, de modo que, caso seja falsa, não é razoável estar associado a ela.

Um ponto importante da fé católica é a estima pela razão humana, como dom de Deus, incluído no sermos sua “imagem e semelhança”, e a razoabilidade da fé verdadeira. Embora a razão não possa provar por razões necessárias os conteúdos da fé, pois são revelações divinas que excedem sua capacidade natural, ela pode reconhecer motivos de credibilidade a seu favor, pelos preâmbulos das verdades naturais absolutamente certas, pelos milagres dados na experiência, pelo modo de vida elevado exemplificado nos santos, pessoas de virtudes heroicas, auxiliadas pela graça. E como certa vez disse o filósofo Max Scheler: a Igreja Católica é verdadeira porque é a única que possui santos.   

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