
São Maximiliano Kolbe diz: “Ainda que nem todos amem a verdade, só esta pode ser a base de uma felicidade duradoura”. Contra todo ceticismo radical, contra todo relativismo e contra todo subjetivismo, que são enganos que enganam, perversões que pervertem, inimigos da verdade e do homem, é necessário opor, na medida do possível, a máxima objetividade do real acessível à pessoa humana, como objetividade própria da verdade. Ela significa uma autonomia do ser, quer dizer, sua precedência sobre a consciência e sua independência de nossa mente.
A este respeito, o filósofo Dietrich von Hildebrand diz: “Vimos que o homem é capaz de um conhecimento objetivamente válido, que pode conhecer com certeza absoluta uma verdade que não é relativa à sua mente. Vimos que as unidades altamente inteligíveis e absolutamente necessárias, as essências genuínas, são objetivas no sentido mais pleno. Sua objetividade implica uma absoluta independência da nossa mente, não só da minha, mas também da mente humana em geral. Vimos que estas essências não são de modo algum relativas à mente do homem”.
A sabedoria filosófica, patrimônio da verdadeira filosofia, enquanto algo da razão natural, é sabedoria (I) do Ser e do nada (não ser), (II) dos princípios universais, (III) do um e o múltiplo, (IV) dos logos objetivos em sus leis de essência, (V) do necessário, do impossível e do possível, (VI) das relações. E em tudo é sabedoria da verdade.
Santo Tomás diz: “A sabedoria, pela qual somos sábios, é uma participação da sabedoria divina”. E em Provérbios é dito: “Porque o Senhor é quem dá a sabedoria; de sua boca procedem a ciência e a prudência” (2, 6). Bendito seja Deus!
