
Cristo disse: “É pelos frutos que se conhece a árvore… Pelos frutos os conhecereis” (Mt 7,16.20) e “Não pode subsistir um reino dividido contra si mesmo” (Mc 3,24).
Se o protestantismo fosse verdadeiro, em sua negação da Tradição e do Magistério da Igreja Católica, afirmando a Escritura como única autoridade infalível, única regra infalível de fé, isso seria mostrado por seus frutos. Porém, seus frutos naturais, como coisas que se repetem de novo e de novo, com regularidade empírica típica das macieiras que dão maçãs, indicam que a árvore é má.
Por exemplo: a partir da divisão original surgiram outras divisões internas, todas em nome da Escritura. Assim, no estado atual, depois de quinhentos anos de seu surgimento, fala-se de famílias protestantes — luteranos, batistas, pentecostais etc. — e há divergências doutrinárias importantes: sobre justificação e salvação, sobre permanência na graça e queda do fiel, sobre a “ceia do Senhor”, sobre a lei moral, sobre o batismo, sobre a predestinação, sobre os dons carismáticos, e assim por diante. Há também divergências sobre a própria Bíblia, entre elas posições opostas acerca da inerrância, da clareza, do modo de interpretar, da unidade entre o Antigo e o Novo Testamento etc.
Isso mostra controvérsias que nunca se encerram e outras que continuamente surgem, o que é naturalmente impossível de resolver de modo definitivo com o “Sola Scriptura” e o “livre exame”. Tal coisa faz do cristianismo uma religião de opiniões teológicas, sem dogmas estáveis e vinculantes, com consensos temporários que podem ser negados na geração seguinte, e seitas que se dizem cristãs porque usam a Bíblia. E se chega ao ponto do subjetivismo religioso cristão, com cada um “cada cabeça uma sentença” e “experiências interiores” sentimentais, sem discernimento dos espíritos. O nome disso é confusão, desordem, fragmentação e desobediência — obras da carne, inimigas da verdade e da virtude (Gl 5,19-21; 1Cor 14,33). E, como é uma consequência natural da revolta protestante, ela pode ser comparada a uma “caixa de Pandora”, a uma “torre de Babel” (Gn 11,1-9) e a um “Cavalo de Tróia” infernal no mundo cristão. É a chamada “maldição protestante”.
A solução não está no protestantismo: está na aceitação da verdadeira Igreja de Cristo, com a autoridade infalível da Sagrada Escritura, da divina Tradição e do Magistério vivo. Como Cristo disse: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18) e “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10,16).
