
Em Provérbios é dito: “A minha publicará a verdade, e os meus lábios detestarão o ímpio” (8,7).
Se não há verdade, ela não pode ser publicada nem recebida. O que não pode ser recebido não pode ser comunicado. A verdade é um bem e merece ser conhecida. A sabedoria se importa com a verdade, que para ela tem máxima importância, e só quer dizer o que é verdadeiro.
O detestável supõe o mal, assim como o amável supõe o bem. Ninguém detesta o que considera bom nem ama o que considera mal. O ímpio é aquele que pratica a maldade moral, e nisso é detestável. A sabedoria naturalmente ama a verdade e o bondade, sempre amáveis, e não pode senão detestar a falsidade e a maldade. Não há neutralidade na sabedoria, nem equivalência entre o bem e o mal e entre o melhor e o pior, pois ela não nega a si mesma.
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.” (Pr 1,7)
