Maria Santíssima, cheia de graça, recebeu privilégios singulares

A primeira verdade sobre Maria Santíssima é ela ser criatura, portanto obra do Criador. Na relação do Deus Criador com suas criaturas, há sempre a presença de seu Poder onipotente, de sua Sabedoria perfeitíssima e de sua Bondade puríssima. Isto vale para Maria como obra de suas mãos, querida por Ele. Enquanto Mãe de Deus e cheia de graça (Lc 1,28), e assim distinta das demais criaturas, Maria recebeu graças e privilégios singulares, entre os quais sua Imaculada Conceição. Para eles, vale aquela consideração: Deus podia fazer, convinha fazer, e assim quis fazer.

Deus, desde toda a eternidade, em previsão de todos os fatos da história humana, amou Maria enquanto sua Mãe, enquanto Mãe do Verbo Encarnado, do homem-Deus, e é próprio do amor querer e fazer o bem ao ser amado. O Verbo encarnado, Deus com o Pai e o Espírito Santo, amou sua Mãe com amor distinto e total, enchendo-a de graças, como a nenhuma outra criatura.

Para o homem pecador, que não merecia, Deus tanto o amou, a ponto de entregar seu Filho único (Jo 3,16); e quanto mais não amaria sua Mãe, entre outras coisas segundo a sabedoria do seu próprio mandamento, que diz: “Honra teu pai e tua mãe” (Ex 20,12). E quando a Escritura diz que Jesus “lhes era submisso” (Lc 2,51), mostra que isso era de consideração importante. Em Deus não há incoerência nem mediocridade; como é dito: “Meus pensamentos não são os vossos pensamentos” (Is 55,8).

Deixe um comentário