“Porque nada podemos contra a verdade, mas somente a favor da verdade”

São Paulo Apóstolo diz: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? Se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos considerados como falsas testemunhas de Deus, porque testemunhamos contra Deus que ressuscitou Cristo, o qual não ressuscitou, se é verdade que os mortos não ressuscitam.” (1Cor 15,12–15)

Uma pregação, enquanto instrução, e uma fé, enquanto tomar algo como verdadeiro, podem ser vãos, vazios, ilusórios. Pregar pelo pregar assim como crer pelo crer não têm por si mesmos valor, pois o falso pode ser pregado e crido. O valor fundamental e decisivo é sempre a verdade, portanto pregar o verdadeiro e o crer no verdadeiro. Os profetas, o próprio Cristo, seus apóstolos e os mestres católicos de todos os tempos sempre enfatizam a máxima importância da verdade, fundamento da salvação e da civilização cristã. E o mesmo São Paulo diz: “Porque nada podemos contra a verdade, mas somente a favor da verdade.” (2Cor 13,8)

O tema da Ressurreição de Cristo é o tema da vida, porém não de qualquer vida, mas da vida feliz duradoura, a vida eterna totalmente feliz. O Pe. Stanislavs Ladusãns, filósofo, diz: “(…) O que interessa diretamente aqui é a ordem fundamental na interioridade do mesmo homem, onde encontramos o apetite natural da felicidade, que o inquieta profundamente e não o deixa em paz, até que não encontre Deus como Sumo Bem, termo final, que proporciona a tranquilidade, isto é, a paz. (…) O bem significa aqui o ente que convém ao sujeito e, por isso, é apetecível. O apetite, que encontramos no fundo da nossa alma e que incita veementemente a buscar a paz, é o apetite natural da felicidade. A felicidade significa subjetivamente a posse do bem, que aquieta plenamente o apetite; objetivamente diz o bem, que é capaz de aquietar plenamente o apetite”.

Com Cristo, acima das misérias do pecado, incluindo a morte e o domínio do maligno, superabundam os bens da graça e da virtude, provenientes de Deus, que é perfeitamente justo, mas também perfeitamente misericordioso. Ele mesmo ensina: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. E São Paulo disse: “Se, pois, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3,1); “Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus reunirá com ele os que morreram em Jesus” (1Ts 4,14); “Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele” (Rm 6,8).

A este respeito, como objetivamente verdadeiro, o filósofo Dietrich von Hildebrand diz que a meta da Igreja é que “todos os homens conheçam o caminho para a verdade e para a felicidade eterna”. E disse o Papa Pio XII: “A fé em Jesus Cristo não permanecerá pura e incontaminada se não estiver sustentada e defendida pela fé na Igreja, coluna e fundamento da verdade (1Tm 3,15). (…) A fé consiste em ter por verdadeiro aquilo que Deus revelou e que, por meio da Igreja, ordena crer (…).” E São Maximiliano Kolbe diz: “Ainda que nem todos amem a verdade, só esta pode ser a base de uma felicidade duradoura”.

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