
Na Sagrada Escritura é dito: “Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo. Isto diz o Senhor: ‘Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso’. O Senhor apareceu-me de longe: ‘Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher. Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: “Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus”. Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: “Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel”’.” (Jr 31,1-7)
“Naquele tempo”. Todos os tempos, na medida em que são distintos pelos conteúdos factuais, estão presentes diante da Consciência divina como atual e simultaneamente conhecidos, sem que isso esteja em contradição com o seu modo de existir enquanto partes de uma sucessão, com antes e depois.
Como algo dito pelo profeta, tal expressão também significa os tempos da Providência divina, enquanto Deus, pelo seu poder onipotente, governa todas as coisas conforme sua Vontade; e nisso estão as coisas realizadas e não realizadas do cosmos e da história humana. Assim, os bens queridos e os males permitidos da história devem ser considerados sempre em relação à Misericórdia e à Justiça divinas, na perfeição absoluta de sua Sabedoria. Nas coisas que diz e faz, Deus sempre tem razão, nunca erra nem falha.





