
No Evangelho de São Lucas é dito: “Naquele tempo, 38 Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39 Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40 Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41 De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42 Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de deixá-los. 43 Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44 E pregava nas sinagogas da Judeia.” (Lc 4,38-44)
Essa passagem implica algumas verdades naturais, acessíveis à razão humana. Por exemplo: (I) “O que não é, não age”, ou “todo agente age enquanto está em ato”, e, desse modo, é o Jesus realmente existente quem age fazendo milagres. (II) Como os efeitos são proporcionados às causas, é com poder divino que Ele age, pois essa é a causa proporcionada a qualquer milagre em sentido próprio. (III) É dito que os demônios “saíam, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus’” e que “sabiam que Ele era o Messias”. Neste caso, os demônios não podem ser entendidos como metáfora ou representação, pois, como “não se atribui a uma coisa o que sua natureza não permite”, metáforas e representações naturalmente não falam nem podem saber algo.
Como mostram os Evangelhos, o verdadeiro Cristo, o Messias Divino, é o Cristo das curas, dos milagres, dos exorcismos, da pregação das verdades do evangelho da Salvação. E, em tudo isso, é o Cristo libertador misericordioso, que tira pessoas de misérias, de privações maléficas. É o Cristo benevolente, cheio de piedade, com o coração ardente de amor, ávido por fazer o bem a seus amados, desejoso de que aceitem suas graças, como é a Vontade do Pai Eterno.





