
Um lema ensinado pelo filósofo Josef Seifert é: “Amar a verdade e amá-la em todas as coisas”. São Maximiliano Kolbe diz: “Ainda que nem todos amem a verdade, só esta pode ser a base de uma felicidade duradoura”. Diferentes razões nos levam a reconhecer que a verdade realmente existe e que é algo elementar e de máxima importância para a existência humana, cuja negação é falsa e maléfica.
Uma das razões é a existência de certas verdades inegáveis, que não podem ser negadas sem contradição e são condições para a vida racional humana. Eis algumas: (1) Há o ser e não o nada (ou “alguma coisa há e o nada absoluto não há”). (2) Algo não pode ser e não ser simultaneamente sob o mesmo aspecto. (3) Na realidade objetiva há unidade e multiplicidade-pluralidade. (4) Há o ser autônomo — precedente e independente — com relação à mente humana. (5) A realidade é cognoscível, o ser é inteligível. (6) O homem é capaz de conhecimento sensível e de conhecimento intelectual. (7) No conhecimento humano há subjetividade e objetividade — modo de ser e modo de conhecer. (8) A verdade objetiva-absoluta existe e o homem, nos limites de sua capacidade, pode alcançá-la em inúmeros casos. (9) A verdade é a adequação do juízo da inteligência à realidade objetiva. (10) O homem é naturalmente capaz de entender de modo imediato certas verdades e de modo mediato outras verdades. (11) Como animal racional, o homem está naturalmente ordenado à verdade. (12) Há diferentes situações possíveis da mente humana com relação à verdade-realidade, como a ignorância, a dúvida, a opinião e a certeza.
São Paulo diz: “Nada podemos contra a verdade, mas em prol da verdade” (2Cor 13,8). E, sobre o Apóstolo, o Papa Bento XVI disse: “Num mundo no qual a mentira é poderosa, a verdade paga-se com o sofrimento. Quem quer evitar o sofrimento, mantê-lo distante de si, mantém distante a própria vida e a sua grandeza; não pode ser servo da verdade nem pode servir a fé”.





