
São Paulo diz: “1 Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2 Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3 visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4 Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais?” (1Cor 3,1-4)
(I) Críticas e razões
Há homens que, compreendendo mal a religião cristã e fazendo mau uso da Escritura, negam diferenças morais entre as pessoas, sob os aspectos da oposição e da hierarquia. Isso é contrário a várias partes da Escritura Divina, nas quais há, por exemplo, pares de oposições entre pessoas segundo critérios morais, como é o caso das “pessoas carnais” em oposição às “pessoas espirituais”, ou dos homens da verdade em oposição aos homens da falsidade. Nesse erro há aqueles que, movidos por suas paixões carnais, com a mente obscurecida e com adesão a ficções teológicas, negam a moralidade ensinada na Sagrada Escritura, argumentando que “Deus não faz distinção de pessoas”. Certamente, é uma frase bíblica, porém mal utilizada, pois tal ausência de distinção só pode dar-se sob certos aspectos, e não sob todos, mesmo entre os aspectos morais, porque, do contrário, seria uma negação de outras partes da palavra divina escrita. No Antigo e no Novo Testamento há diferenciações entre pessoas e atos sob o aspecto da bondade e da maldade, com aprovações e reprovações, com ações amadas ou detestadas por Deus, vinculadas a frutos bons ou maus.





