Pertence ao sábio da verdadeira religião se opor à falsidade contrária à verdade divina

Nos Provérbios (8,7) de Salomão é dito: “Minha boca publicará a verdade e meus lábios odeiam a impiedade”. Ao falar sobre o ofício do sábio, Santo Tomás de Aquino diz o seguinte na “Suma contra os gentios”: “É, pois, mui convenientemente declarado pela boca da Sabedoria o duplo oficio do sábio, no texto supracolocado. Refere-se ele à verdade divina meditada, que por antonomásia é a verdade, quando diz: Minha boca publicará a verdade. Refere-se à impugnação do erro contrário à verdade, quando diz: Os meus lábios odeiam a impiedade. Está aqui designada a falsidade contrária à religião, pois esta também se chama de piedade. Daí a falsidade, que lhe é contrária, assumir para si o nome de impiedade”.

Se pertence ao sábio se opor à falsidade contrária à verdade, que é a vida de seu ofício, então pertence ao sábio da verdadeira religião se opor à falsidade contrária à verdade divina, que é propriamente, antes de todas, a verdade. Na história da salvação isto pode ser visto, ao modo de exemplo, nos Profetas e Apóstolos da verdadeira religião. Por exemplo, o profeta Elias se opôs aos sacerdotes de Baal, e o Apóstolo São João se opôs àqueles que negavam a divindade de Cristo. E isto pode ser visto na vida pública do próprio Cristo, em seus momentos de oposição aos fariseus, saduceus e doutores da lei.

Se é assim, por consequência tudo isto exclui o relativismo religioso, que afirma que todas as religiões são verdadeiras, o indiferentismo religioso, que afirma que tanto faz a religião que se adota ao longo da vida, e o falso ecumenismo religioso, que pretende conciliar coisas inconciliáveis, que prefere a aparência de bondade de uma falsa união à verdade que é própria de Deus. Todos estes só podem ser inimigos da verdade e da verdadeira religião; nenhum deles pode vir de Deus nem ter a aprovação de Deus, que é a Verdade e repugna a falsidade. Isto corresponde também ao que é dito no livro do profeta Isaías (5,20): “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!”.      

“Negar Maria e ser seu inimigo é o mesmo que ser da linhagem de Satanás”

Quem não ama a Mãe de Cristo não ama a Cristo como deveria amar, porque inegavelmente o amor a Maria é parte da imitação de Cristo, do contrário teríamos de admitir que Cristo não amava sua própria Mãe e assim não cumpriu o 4º mandamento da Lei de Deus. Além disso, como a verdade não pode contradizer a verdade, Cristo estima sua Mãe como aquela que, nas palavras do Arcanjo Gabriel, é “cheia de graça”, e aquela que, conforme as palavras do Magnificat, será chamada de bem-aventura por todas as gerações.

Negar que amar Maria é parte da imitação de Cristo é negar verdades importantes a respeito do próprio Cristo, é ser “cristão” contra Cristo. O Salvador, o Evangelho vivo, estima amorosamente sua Mãe e ensina a estima-la amorosamente.

Um dos sinais negativos do protestantismo, ou de pelo menos parte considerável dos filhos da revolta protestante, é o quanto subestimam e até se opõem à Imaculada Mãe de Deus. Em Gênesis é dito: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.

A este respeito, o sacerdote e místico católico Dolindo Ruotolo diz: “A inimizade colocada por Deus entre a serpente e a Mulher, entre a semente diabólica e aquela Divina, estende-se logicamente a todos aqueles que pelo pecado são descendentes de satanás, e àqueles que pela redenção são filhos de Maria Imaculada. Quem pertence a Satanás é inimigo de Maria, quem pertence a Jesus Cristo é filho de Maria: este é o caráter dado pelo próprio Deus à linhagem do inferno e à da redenção. Os pobres protestantes que negam Maria devem considerar cuidadosamente a sua verdadeira situação diante de Deus. Eles não podem iludir-se e, se amam a verdade, não podem negar que as suas seitas carregam dolorosamente o sinal da linhagem de Satanás. É por isso que enquanto os pobres protestantes profissionais, os infelizes apóstatas das nossas terras, negam Maria, os protestantes de raça – dizemos isto – e os de boa fé, regressam a passos largos para os braços da divina Mãe. Só um cego ou um oportunista obcecado por dinheiro pode, de fato, não perceber que negar Maria e ser seu inimigo é o mesmo que ser da linhagem de Satanás”.

A existência do mal não nega a existência de Deus, o Sumo Bem

O mal é negação, é ausência. Toda negação é negação de algo e toda ausência é ausência de algo, necessariamente. Isto significa que, como oposto, sem o bem não há o mal, sem bondade não há maldade. A maldade supõe a bondade, o mal supõe o bem. Assim, o bem antecede o mal e pode existir sem ele, enquanto o mal não pode existir sem o bem, quer dizer, não existe por si mesmo. Santo Tomás ensina em sua “Suma contra os Gentios”: Nenhuma essência é em si mesma má. Com efeito, o mal, como acima dito, nada mais é que a privação daquilo que uma coisa está destinada a ter e que deve ter”; “… Por isso, o mal, sendo privação daquilo que é natural, não pode ser natural a coisa alguma”.

Vemos isto nos julgamentos morais. Quando dizemos que algo é mau, necessariamente dizemos que não é como deveria ser, o que seria o bom, que sempre é suposto. Santo Agostinho diz em seu escrito “A Verdadeira Religião”: É privilégio das almas puras conhecer a lei eterna, mas não o direito de a julgar. Isso porque há esta diferença: para conhecer, basta constatar que uma coisa é assim ou não. Para julgar, porém, nós acrescentamos alguma coisa por onde significamos que ela pode ser também de outro modo. É como se disséssemos: deve ser assim, ou deveria ter sido assim, ou ainda: deveria ser assim. Tal atitude é a dos artistas diante de suas criações”.

Assim, estão enganados aqueles que negam a existência de Deus em razão da existência do mal. Sob certo aspecto o mal é sempre negação do bem, porém sob outro aspecto o mal é afirmação do bem.  Sem o Bem Absoluto, o Bem Eterno, não faz sentido falar em mal de fato.

“No princípio, Deus criou os céus e a terra”: a criação é um ato da Onipotência Divina

Logo no início do livro de Gênesis é dito: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”. A criação é um ato da Onipotência Divina. Tudo o que principia começar a ser pelo divino Poder. Se é assim, o cosmos, o universo, não pode ser corretamente compreendido sem a consideração da Onipotência que o fez surgir do nada, e que abrange toda a criação e nela permanece a todo instante. Cada fato novo nos cosmos pertencente de certo modo à criação.

Para poder é necessário ser. O ser pode e o não-ser não pode. O não-ser absoluto significa a impotência total, enquanto que o ser absoluto significa o poder absoluto, a onipotência. Porque Deus é a plenitude do ser, o Ser Absoluto, Ele é simultaneamente Onipotente, pode tudo na totalidade do possível, que pertence à totalidade do ser. Deus pode fazer tudo o que pode ser feito. Isto não inclui a impossibilidade absoluta, o absurdo, a contradição, que não pertence ao ser, mas é puro nada sem sentido, que repugna o Logos Divino.

Como exercício da Onipotência Divina, a Criação é um ato da Vontade de Deus. E como mostra Santo Tomás de Aquino, em sua Suma Filosófica, Deus não quer o impossível. Entre várias razões, uma é: o absolutamente impossível é aquilo que não pode ser, e se não pode ser, também não pode ser bom, não pode ter bondade, e assim não pode ser querido, já que o querer exige o ser e o bem. Neste sentido, quando no Gênesis é dito que “e viu Deus que era bom”, o ver significa simultaneamente saber, querer e criar. A simultaneidade dos atos divinos, que na realidade é um só, é para a mente humana uma dos mistérios do ser, porque não corresponde à nossa experiência “natural”, “comum”, tanto que São Paulo Apóstolo diz em sua carta aos Coríntios: “Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido”.

“Não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda graça provém da oração”

“Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar. Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda graça provém da oração” (Santa Faustina, Diário, nº 146).

Pureza e purificação: temas importantes da Sagrada Escritura e da verdadeira religião

Para poder é necessário ser e o poder fazer exige o poder ser feito.

Por exemplo: Purificar. A impureza é algo em algo, no caso uma presença negativa no ser original de alguma coisa, uma negação que rebaixa o seu ser. Uma camisa branca marcada com manchas de barro é uma camisa impura, porque não está conforme o seu estado original, não está em sua pureza de origem. Lavá-la é tentar trazê-la para o seu estado original reconhecido como superior ao estado atual de sujeira.

Só pode haver purificação se há impurezas. Sem impurezas, não faz sentido falar em purificação. Por exemplo, Deus não pode ser purificado, porque nele não há impureza alguma, é uma impossibilidade absoluta do Ser Divino. Um Deus com impurezas, em sentido próprio, não é Deus de modo algum. O nada total também não pode ser purificado, porque, enquanto nada, não pode fazer nada nem sofrer nada.

Outro caso, agora de impurezas que não se pode purificar: os demônios e as almas humanas condenadas ao inferno. Certamente há impurezas nos demônios e nas almas humanas que escolheram a condenação eterna, porém, como o destino deles é eterno, como o estado de espíritos caídos no lamaçal é para sempre, são impurificáveis. Já o homem no tempo de sua vida na terra e no estado do purgatório, pós-morte, é purificável, pode sofrer a limpeza das impurezas presente no seu ser, que não lhe são essenciais, porque por essência o homem não pode ser impuro, já que tudo foi criado por Deus como algo bom e não há uma essência em si mesma má.

Um dos temas importantes da Sagrada Escritura é a purificação. No salmo 50, Davi pede a Deus: “Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado”. São João Batista fazia um batismo de penitência, que significa certa purificação, e disse: “Eu vos batizo com água… Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo”. Em sua Primeira Carta, São Pedro diz: “Essa água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela Ressurreição de Jesus Cristo.” E ao falar sobre as bem-aventuranças, Cristo ensina: “Felizes os puros de coração, porque verão Deus!”.

Maria é a santíssima Mãe de Deus: Divindade e humanidade, Criador e Criatura, Fé e Razão

São Maximiliano Kolbe diz: “Maria, a Mãe santa, não deu a Jesus Cristo a divindade. Ela gerou somente o corpo dele. Jesus Cristo, porém, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem ao mesmo tempo e, já que a Mãe santa concebeu e gerou o homem-Deus, Ela é plenamente Mãe de Deus. O culto dedicado a Maria é, na Igreja Católica, uma coisa natural e fora de discussão”.

Cristo não recebeu de Maria Santíssima a divindade que ele possui por natureza, porque isto é impossível, dado que por essência, de modo imutável, a Divindade é superior à humanidade, o Criador é superior à criatura, e o mais não pode vir do menos, o ser não pode vir do não-ser. Assim, a divindade que vem da humanidade, como o consequente que vem do antecedente, seria o mais que vem do menos, uma impossibilidade absoluta. Crer nisto seria crer contra a razão, o que é diferente de crer além da razão, considerada em seus limites com relação à totalidade do ser, à infinitude divina, como potência humana que, nas palavras de Santo Tomás de Aquino, não pode compreender plenamente as verdades que estão acima de si. Como é dito no livro de Eclesiástico: “A ti foram reveladas muitas coisas, que ultrapassam o alcance do espírito humano”.

O Verbo Eterno, a Sabedoria Eterna que Deus tem si mesmo, é anterior a Maria, do mesmo modo que o pai é anterior a sua filha, e o Verbo encarnado é posterior a Maria, do mesmo modo que o filho é posterior a sua mãe. A maternidade divina de Maria Santíssima corresponde à vontade de Deus. Deus quis ter uma “Mãe adotiva”, assim como quis ter inúmeros filhos adotivos nascidos do Espírito pelo batismo. Em tudo isto está a Bondade onipotente de Deus, o Criador.

Quem alcançar o Céu eterno, felicíssima participação na Sabedoria Divina, verá! Como diz o salmo 15: “Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!”.

Confia a Santa Mãe de Deus todo o problema da tua salvação, toda a tua vida, a morte e a eternidade

“É verdade que quando o coração está sujo pelos pecados, a mente vira as costas às verdades eternas; neste caso, deseja-se não pensar nelas, ou, inclusive, dizer a si mesmo: ‘Não falemos mais de vida futura: nos colocarão numa tumba e chega’. Ninguém, de fato, voltou do outro mundo.

Se alguém foi a um lugar ou outro e não voltou mais: isso quer dizer que não existe? Que lógica! Entretanto esta desculpa, que também é tão ilógica, cai frente à crítica dos fatos, precisamente porque do outro mundo muitos deram notícia explícitas de si mesmos. Basta recordar de Santa Teresinha do Menino Jesus, que mantém generosamente uma promessa sua e espalha sobre a terra uma verdadeira ‘chuva de rosas’ de ajuda espiritual e material. Basta observar atentamente, no museu das almas do purgatório (em Roma), as numerosas marcas deixadas pelas almas do purgatório, aparecidas para pedir orações.

Um coração escravo do pecado tem medo da eternidade, por isso foge de pensar nela.

O que fazer? Não pensar em algo não elimina a realidade, então é necessário pensar nela.

Pois bem, nós temos uma Mãe no céu, a personificação da Misericórdia Divina, a Imaculada. Em consequência, se te atormenta o pensamento da vida e dos pecados passados, se não tens coragem de olhar o que te espera além do túmulo, consagra-te a Ela, totalmente, sem limites, confia a Ela todo o problema da tua salvação, toda a tua vida, a morte e a eternidade, confessa-te com sinceridade e confia plenamente nela, e conhecerás o que é a paz e a felicidade, a “antecipação” do Paraíso e suspirarás por ele.

Se nunca experimentaste tudo isso, experimenta, e verás se é verdade”.

(de São Maximilano Kolbe)

O triunfo da verdadeira Igreja e da Sagrada Eucaristia é o triunfo de Cristo, seu domínio entre os povos

O salmo 71, escrito por Salomão, é um salmo que contém profecias sobre o que se passará no futuro com a presença do Messias, do Cristo, o “filho real”. É dito que ele dominará sobre todas as nações, que nos dias de seu domínio, que durará como a luz do sol, abundarão a paz e a justiça, que seus inimigos se prostrarão a seus pés, vencidos, arruinados, que todos os reis irão reconhecê-lo em sua grandeza, e deles receberá a justa adoração e que será servido por todas as nações e terá servos fiéis em todas as tribos. Isto é o que Deus providenciou infalivelmente para o futuro da humanidade, e em sua presciência, como que parte da sua consciência onisciente, comunicou ao salmista tal conhecimento.

Na verdadeira religião, Cristo significa também o seu Corpo Místico e a Sagrada Eucaristia. Assim, considerando o um e o múltiplo nos significados do que está contido na Sagrada Escritura, certas profecias que dizem o que certamente acontecerá, porque assim decidido por Deus, são profecias sobre a Igreja de Cristo, Católica e Apostólica, e sobre a Sagrada Eucaristia. O triunfo da Igreja, seu domínio entre os povos, é o domínio de Cristo, e o mesmo pode ser dito do triunfo da Sagrada Eucaristia, porque a verdadeira Igreja é essencialmente eucarística, por vontade divina.

Os inimigos de Cristo são inimigos da Igreja e vice-versa. O destino dos inimigos da Igreja Una, esposa de Cristo, é a ruína, o perecimento, porque ele é o Deus dos exércitos, o guerreiro invencível. Como diz o salmo: “só ele faz maravilhas”. Fez e fará maravilhas para sua Igreja, enchendo-a de novo e de novo com os seus dons, permanecendo com ela conforme prometeu. Cristo é o Verbo Eterno encarnado, Unidade Absoluta com o Pai e o Espírito Santo, e sua verdadeira Igreja, essencialmente eucarística e mariana, jamais perecerá, mesmo nas épocas de enxurradas de joio, mesmo nos dias de grandes tempestades.

Apóstolo São João: o caminho do Coração Eucarístico, da devoção mariana e do amor à Verdade

Deus é Verdade infinita, Verdade vivente, e por esta razão a verdadeira religião, realmente divina, é a religião da verdade, de toda a verdade, e não de meias verdades misturadas com falsidades importantes. É a religião do Verbo Encarnado, do homem-Deus, que diz ser ele mesmo “o caminho, a verdade e a vida”; é a religião da Imaculada, católica, conforme a totalidade. Por exemplo, não pode ser maometana se Cristo é verdadeiro Deus, não pode ser “espírita” se não existe reencarnação, e não pode ser protestante se Cristo ensinou a Sagrada Eucaristia tal como a Igreja ensina desde sempre.

São João Evangelista é o apóstolo do verdadeiro Deus e da verdadeira religião. Ele ensina a Encarnação do Verbo, pois escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus (…). E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”. Ele ensina a intimidade com o Sagrado Coração Eucarístico, porque a seu respeito está escrito que na Santa Ceia “um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus”. Ele ensina a devoção mariana, pois a seu respeito está escrito: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe”.

Ele ensina a não trilhar o caminho das ilusões mundanas e ensina o valor de cumprir a Vontade de Deus, pois disse: “Porque tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”.

E como é próprio da verdadeira religião, ele ensina o amor a verdade, sem a qual não há amor a Cristo: “Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai”.