
No Evangelho é dito: “Naquele tempo, 31 Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32 Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos.” 33 Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34 Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35 para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”.” (Mt 13,31-35)
Como diz São Boaventura, Cristo, o Homem-Deus, era humildade na carne mas sublime na divindade, e sua doutrina possui humildade na palavra com profundidade na sentença, com sabedoria divina envolvida em certas figuras humildades. Isto vale para as parábolas. Como parte da Sagrada Escritura, as parábolas de Cristo possuem uma origem, que é divina, possuem um conteúdo, verdades reveladas, possuem seus destinatários, que são seus ouvintes ou leitores, e possuem um fim, que são seus efeitos, especialmente saber o bem que deve ser feito e o mal que deve ser evitado para participar do Reino dos Céus.
As duas parábolas têm em comum o tema do crescimento, portanto a passagem do menos para o mais. Como no caso da semente de mostarda, há a simplicidade inicial e depois a grandeza dos frutos, como na vida terrena de Cristo, que se inicia na simplicidade da manjedoura e termina nas Ascensão gloriosa ao Céu.









