
Inegavelmente a conversão é um dos temas mais importantes do verdadeiro cristianismo, a verdadeira religião que corresponde à Sabedoria Divina. Da boca do próprio Cristo saiu as seguintes palavras:” Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Conversão significa mudança. Enquanto tal ela supõe possibilidades, como é próprio daquilo que é mutável, e supõe haver o melhor, que significa superioridade no ser. Sem isto não faz sentido falar em conversão. As possibilidades de um ser são as possibilidades de sua essência. Como nem todas as coisas, consideradas em sua totalidade, possuem o mesmo ser, também não possuem em tudo as mesmas possibilidades. Por exemplo: por essência o homem possui uma mente finita e por esta razão não pode por si mesmo conhecer todas as coisas simultaneamente, como é o caso de Deus, Mente infinita e onipotente.
Assim, a possibilidade de conversão do homem significa as possibilidades de seu ser, de sua humanidade, especialmente de sua humanidade decaída, degradada pelo pecado original. Enquanto homem concreto, dentro de certos limites, dento de um máximo e de um mínimo, cada homem pode ser melhor ou pior do que é atualmente. Pelo menos desde Adão e Eva, isto sempre foi assim. Porém, com Cristo há um grandioso acréscimo: agora o homem, enquanto ser, pode ser melhor do que é, porque pode ser divino, pode participar em certo grau da vida divina que por natureza ele não possui.
Desse modo, o “convertei-vos e crede no Evangelho” dito por Cristo, o homem-Deus, significa uma dupla elevação em direção ao melhor, ao superior: torna-te verdadeiro homem, como eu sou, nascido de Maria, a Imaculada, e torna-te divino, como Eu sou, “nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai”. E o mesmo Cristo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai a não ser por mim”.
