
Maria puríssima, a Santa Mãe do belíssimo Deus, é antes de tudo humilde, entre as criaturas é modelo supremo de humildade. Ela só pode ser cheia de Graça porque é cheia de humildade. Como ensina os sábios: humildade é caminhar na verdade. Sem a verdade não há humildade, assim como sem a verdade não há verdadeiro amor, porque o mesmo Deus que se revela como o Amor diz de si mesmo que é a Verdade. A síntese da humildade de Maria está, por exemplo, em sua reposta ao Arcanjo São Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra”. A escravidão dita por Maria Santíssima significa que ela consente em viver exclusivamente da Vontade divina, em todas as coisas e sempre, como já vivia antes de se tornar em ato a Mãe do Verbo encarnado, do homem-Deus. Maria se diz toda de Deus com total liberdade e desejo santo.
No caso, a Palavra de Deus é a Vontade de Deus, e a Vontade de Deus é a Vontade da Verdade, porque Deus é a Verdade, como o mesmo Cristo diz de si mesmo. Assim, por ser toda de Deus, Maria, a Imaculada, é toda da Verdade, vive exclusivamente dela, isto é, sem contrariá-la.
Ao ser modelo supremo de humildade entre as criaturas, sem considerar Cristo, que é homem-Deus, Maria é o modelo exemplar de cumprimento dos dois maiores mandamentos: pelo seu sim, mostra que ama a Deus com caridade perfeita, e ao visitar sua prima Isabel com a intenção benevolente própria do amor, mostra que ama o seu próximo com caridade perfeita. Por esta e por outras, pode-se dizer que a Mãe, por obra do Criador, é como um espelho de Cristo, evangelho vivo como o seu divino Filho.
Na Sagrada Escritura, São Tiago Apóstolo ensina: “Deus, porém, dá uma graça ainda mais abundante. Por isso, ele diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes”. E São Maximiliano Kolbe diz que por sua humildade Maria recebeu a Maternidade divina, fonte de todos os seus privilégios.





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