
Sem verdade não há inteligência, não há razão, não há sabedoria, não há ciência; tudo o que de algum modo nega a verdade, opõe-se a elas. A verdade é a vida da inteligência, da razão. Todo caminho de oposição à verdade é um caminho de morte para a razão, como é o caso do ceticismo absoluto e do relativismo.
Dizemos que a sociedade está em crise quando se multiplicam os crimes, os maus comportamentos de seus membros, como o assassinato, o estupro, a desonestidade, a mentira, as brigas, etc. Se é assim, por esta e por outras razões, para as sociedades a pessoa ideal é a pessoa virtuosa, que é aquela que vive em certo grau a bondade, que vive em certo grau conforme os valores superiores do ser. Por exemplo, parte essencial do homem virtuoso é na medida de suas possibilidades cumprir com alguma pureza de intenção os seus legítimos deveres, mesmo que penoso. Porém, sem verdade não há bondade nem virtude, que seria algo sem sentido. A pessoa virtuosa, enquanto alguém com humildade, considera antes os seus deveres do que os seus direitos, pois reconhece que por direito tudo pertence a Deus e é concedido por Deus.
Quando predomina a negação da verdade, como acontece no relativismo, cresce o egoísmo, veneno para a vida social, e multiplicam-se os males. Por ser as coisas como elas são, na vida pessoal e na vida social o que deveria ser estimado acima de tudo é a verdade, que na realidade é o próprio Deus. Por isto, o primeiro mandamento da Lei de Deus também significa amar a verdade sobre todas as coisas.
São Paulo diz o seguinte sobre o homem nos últimos tempos: “Nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte os que se insinuam jeitosamente pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade”.
