Domínio da soberba mediante a prática da humildade

Na Sagrada Escritura é dito: “Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.” (Mt 11,28-30)

Como é evidente, o homem possui limites em seu poder, na totalidade do possível não pode tudo, embora possa alguma coisa. Aquele que carrega fardos pesados tende a se cansar, e o cansaço limita ainda mais quem já é limitado. Assim, a direção é para o menos e para baixo. O homem cansado deseja descanso, como bem que se opõe ao mal do cansaço. Cristo, para as almas cansadas nesta vida, pelos fardos pesados que carregam, promete um descanso salutar, solução para um problema, remédio para um mal. A condição é ouvir seu conselho de médico da almas, ir até ele como lugar de repouso e tomar seu fardo nessa vida de fardos. O Salvador ensinará a virtude e dará a virtude, porque ele é o Homem-Deus das palavras verdadeiras e do poder eficaz. A virtude é força, e entre elas estão a mansidão e a humildade; ela é caminho para descanso e modo de não se cansar. Quer dizer, com Cristo todo peso deve ser carregado com humildade e mansidão. Assim, Ele: “Pois meu jugo e suave e o meu fardo é leve”.

A respeito dessas virtudes, o filósofo Dietrich von Hildebrand diz o seguinte: “Devemos estar plenamente convencidos de que a maldade original em nós não é a cobiça, mas a soberba.(…) A soberba é o inimigo fundamental. (…) O valor essencial no processo de nos libertarmos de nós mesmos encontramo-lo no domínio da soberba mediante a prática da humildade. Um homem tornar-se livre para participar de Deus na medida em que consegue ser humilde; nessa medida, sente-se capaz de desenvolver a vida sobrenatural que recebeu no batismo”. (em “Nossa Transformação em Cristo”).

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