
“(…) O homem acreditou na Palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: “Teu filho está passando bem”. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: “Ontem à sétima hora a febre o deixou”. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: “Teu filho está passando bem”. E creu tanto ele como toda a sua casa”. (Jo 4,46-53)
O oficial real, que teve o filho curado de doença grave, não acreditou no milagre, mas o reconheceu pela causa extraordinária: o filho estava quase morrendo, houve um pedido para que Jesus o curasse, que aceitou e disse “teu filho vive”, e depois verificou que a cura que havia pedido aconteceu. Três fatos testemunhados e uma relação de causa e efeito reconhecida: pelo poder da palavra de Cristo a doença deixou aquele corpo.
Como motivo de credibilidade, como razão objetiva para crer, depois disso o funcionário real e sua família acreditaram em Jesus, o que significa crer em quem Ele é e nas verdades que ensinava como algo importante. Nisso tornaram-se discípulos que seguem o Mestre, pertencentes à sua escola de vida para o bem e o melhor. Em Provérbios é dito: “O imprudente acredita em tudo o que se diz; o prudente vigia seus passos” (14,15).
Cristo nada faz sem razão, isto é, nada faz sem consciência do que está fazendo. Sempre age por um fim, dentro da ordem de sua missão, como enviado do Pai e de acordo com sua Vontade plena de bondade. Assim, se ele se desloca de uma cidade para outra, se faz este ou aquele milagre, se ensina tais e quais verdades e do modo que ensina, se vai ao encontro desta ou daquela pessoa, e assim por diante, nada é sem as razões da sabedoria e sem o fim último da vida eterna para o homem criado. Como exemplar perfeito do exercício das virtudes morais, Cristo foi de perfeita prudência, apresentando nas circunstâncias da vida o que é próprio dela. Como é dito em Provérbios: “Todo homem prudente age com discernimento, mas o insensato põe em evidência sua loucura” (13,16).
