Cristo disse: “É para isto que nasci e vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18,37). E diz: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou” (Jo 6,29).

Na verdadeira religião, a obediência da fé é fundamental. A fé vale antes de tudo, com prioridade, se é verdadeira, e não por sua utilidade, nem por certo benefício psicológico, nem pelo consenso social, dentre outros fatores; inclusive, tais coisas podem ser atribuídas a ilusões (pode haver enganos da consciência que sejam praticamente úteis, psicologicamente confortáveis e socialmente aceitos por considerável número de pessoas). E, para ser verdadeira, a fé deve estar de acordo com a realidade objetiva. Assim, o tema da fé é o tema do conhecimento da realidade, do bem e do mal e do modo correto de viver segundo as devidas finalidades da vida humana.

Exemplo disso é o que diz São Paulo Apóstolo em uma de suas cartas: se Cristo não ressuscitou, a fé cristã é falsa e não deveria ser aceita. Porém, o apóstolo afirma que Cristo, sim, ressuscitou; portanto, a fé não é falsa nem vã e vale a pena ser vivida.

A questão da verdade é fundamental e indispensável para a vida humana, nas coisas pequenas e nas coisas grandes, o que inclui a religião. E é de tal modo que ela é condição para a verdadeira felicidade e para a salvação, como ensina o próprio Cristo.

E São Pedro diz: “Haverá entre vós falsos doutores… e muitos os seguirão em suas dissoluções; por causa deles será blasfemado o caminho da verdade.” (2Pd 2,1–2)

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