
Na Sagrada Escritura é dito: “Ouvi o que diz o Senhor: “Levanta-te, convoca um julgamento perante os montes e faze que as colinas ouçam tua voz”. Ouvi, montes, as razões do Senhor em juízo, escutai-o, fundamentos da terra; a pendência do Senhor é com seu povo, ele disputa em juízo contra Israel. “Povo meu, que é que te fiz? Em que te fui penoso? Responde-me. Eu te retirei da terra do Egito e te libertei da casa de servidão, e pus à tua frente Moisés, Aarão e Maria”. “Que oferta farei ao Senhor, digna dele, ao ajoelhar-me diante do Deus altíssimo? Acaso oferecerei holocaustos e novilhos de um ano? Acaso agradam ao Senhor carneiros aos milhares, e torrentes de óleo? Porventura ofertaria eu o meu primogênito, por um crime meu, o fruto do meu sangue pelos pecados da minha vida?” Foi-te revelado, ó homem, o que é o bem, e o que o Senhor exige de ti: principalmente praticar a justiça e amar a misericórdia, e caminhar solícito com teu Deus.” (Mq 6,1-4.6-8)
Nesse trecho há o tema das relações de Deus com os homens e com o seu povo, o que inclui os julgamentos da Justiça divina diante de suas maldades, a providência da Misericórdia divina, com a distribuição de diversos bens, e as exigências morais de Deus.
O trecho também implica que existem a liberdade humana, a bondade moral, a maldade moral, a virtude e o dever, e que tudo isso é fundamental para a existência humana e central nos juízos divinos. A esse respeito, São Paulo Apóstolo ensina: “Todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.” (2Cor 5,10).





