
No Evangelho é dito: “Naquele tempo, alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti”. Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão”. (Mt 12,38-42)
Ponto central da revelação divina é o bem que deve ser feito e o mal que deve ser evitado, porque, entre outras coisas, cumpri-los é fonte de bens e impedimento de males. A bondade e a maldade são centrais no ensinamento divino, de tal modo que devem ter prioridade de consideração e de vivência por parte dos homens, especialmente levando-se em conta o peso decisivo que têm na questão da salvação e da condenação. Por exemplo, Santo Tomás diz: “Pois os pecadores têm duas coisas necessárias para a salvação: primeiro, que façam penitência pelos pecados passados; segundo, que se abstenham de pecar no futuro”.
Exemplo fundamental da mencionada relevância é o fato de que foi pelo pecado de Adão e Eva, isto é, por uma maldade moral culposa, que vieram os males da queda e a perda do paraíso; e foi pela virtude do Divino Jesus, com participação virtuosa de Maria Santíssima, isto é, pela bondade moral meritória, que os bens da salvação e o paraíso celeste se abriram aos homens. Na carta aos Hebreus é dito: “Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E, consumada a sua obra, tornou-se para todos os que lhe obedecem causa de salvação eterna, proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.” (Hb 5,8–10)





