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CONSCIÊNCIA CATÓLICAInteligência, vontade e coração
Veritas liberabit vosSol de Santo Tomás de Aquino
CONSCIÊNCIA CATÓLICA

Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo

Em sua carta aos Romanos, São Paulo diz: “Irmãos: Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.” (Rm 8,9.11-13).

A divina Revelação possui relação com verdades naturais acessíveis à razão humana. Nessa passagem, por exemplo, estão as seguintes: (I) Há diferenças objetivas entre as coisas segundo suas essências, naturezas ou quididades. (II) Há coisas que se excluem mutuamente por oposição contraditória. (III) Para toda possibilidade lógica há um poder real correspondente (antes de tudo o poder de Deus). (IV) Há relações essenciais necessárias entre certas coisas (como a morte, que supõe a vida, e a ressurreição, que supõe a morte). (V) Há relação de causa e efeito na realidade.

A fé cristã autêntica possui seus temas relevantes. No trecho de São Paulo podem ser considerados os seguintes: o tema da relação entre corpo e espírito, o tema da habitação espiritual do Espírito e de seus frutos, o tema das transformações espirituais e corporais que o Espírito produz em quem Ele habita e o tema do modo correto de viver como cristão e de suas exclusões mútuas como o modo incorreto.

Segundo critérios objetivos fundamentais, dados pela própria Escritura e pela Igreja em suas fontes qualificadas, há quem é cristão de fato e quem não o é. Um cristão (ou católico) fiel vive pelo menos o mínimo necessário. Assim, não somente quem é santo, como São Paulo ou São Francisco de Assis, é cristão; porém, não pode ser dito cristão quem está abaixo do mínimo. Nas diferenças de graus, há um máximo, um mínimo e um denominador comum. No caso do ser cristão, isso necessariamente inclui a fé verdadeira e as obras da bondade (mandamentos e virtudes). Está escrito: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”.

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