
No Evangelho está escrito: “Naquele tempo, Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”.” (Mt 13,31-35)
Nessa passagem há o tema dos aspectos do Reino dos Céus e o tema das razões e dos sentidos das parábolas sobre ele. Algumas verdades naturais nela implicadas são: a analogia é um dos modos de ser e de conhecer; as coisas finitas são compostas de ato e potência; e o poder é sempre proporcionado ao agente.
Na perspectiva da natureza das coisas ou da essência de certos fatos religiosos, pode-se considerar o seguinte sobre as parábolas: (I) De imediato, a parábola se mostra como uma comparação, e este é o significado etimológico de seu nome. Toda comparação supõe semelhança e diferença entre coisas; (II) A parábola, como algo existente, é efeito da atividade de um ser intelectual, capaz de captar relações e fazer analogias; assim, como algo da inteligência e dotado de sentido, ela transcende o sensível e os sentidos; (III) Na parábola há uma relação de correspondência entre as coisas comparadas; (IV) A parábola é um modo de representar ou apresentar algo. (V) Etc., etc., etc.
Religiosamente, pode-se dizer que Reino dos Céus, que Cristo veio tornar acessível aos homens, sob certos aspectos tem o seu desenvolvimento, o seu crescimento, até atingir o ponto ao qual deve chegar, o seu estado culminante, conforme a Providência Divina. Por tais características, isso se dá no tempo, na história. Nesse sentido, um dos significados das parábolas em questão é a Igreja de Cristo, Católica e Apostólica, que nasceu pequena, mas estava destinada a crescer muito por todo o mundo; e assim tem acontecido.
E o mesmo Cristo disse: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mt 28,19–20).





