
Na Sagrada Escritura é dito: “Irmãos: 8 Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. 9 De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, se resumem neste: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. 10 O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.” (Rm 13,8-10)
São Paulo Apóstolo, em comunhão com Cristo, apresenta o amor como dever. O cristão, enquanto homem espiritual, discípulo de Cristo-Mestre, deve amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Nisso está o cumprimento perfeito da Lei moral, que não foi abolida por Jesus e deve ser cumprida.
A religião católica, a verdadeira religião, é tanto do amor e da bondade como da justiça e do dever, o que corresponde à perfeição trazida por Cristo, que implica integralidade e harmonia. A este respeito, por exemplo, deve ser considerado o que é dito no Concílio de Trento (1547): “Se alguém disser que Cristo Jesus foi dado por Deus aos homens somente como Redentor em quem confiem, e não também como Legislador a quem obedeçam: seja anátema.”
Como o amor naturalmente inclui fazer o bem, ele exclui fazer o mal ao ente amado. Por isso, quem ama o próximo tende a não cometer adultério, a não matar, a não roubar e a não cobiçar, pois esses são males que o homem pode fazer e sofrer. E, enquanto agente racional dotado de vontade livre, que vive numa ordem moral objetiva, cujo fundamento absoluto é Deus, a Bondade Vivente, o homem deve fazer o bem e evitar o mal. Há a lei moral, com valores e bens moralmente relevantes. E o homem que ama a Deus sobre todas as coisas deseja ser moralmente bom.




