No livro do Êxodo é dito: “Naqueles dias, Moisés levantou-se, quando ainda fazia noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: ‘Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel’. Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse: ‘Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua’” (Ex 34,4b-6.8-9).

A Revelação divina contida na Sagrada Escritura, como palavra de Deus para a humanidade, portanto como verdades sobre a realidade objetiva, exclui necessariamente, como seus opostos contraditórios: (1) o ateísmo, porque ensina explicitamente a existência de Deus e certos atributos seus; (2) o deísmo, porque ensina que este Deus é criador, mantenedor e governante providente de sua criação; (3) o panteísmo, porque ensina Deus como único, distinto, independente e fonte de suas criaturas; (4) o agnosticismo, porque ensina que Deus pode ser reconhecido racionalmente por meio de suas obras, com certeza. Assim, é próprio da Escritura o teísmo, para usar um termo usual no vocabulário filosófico atual.

O padre Mariano Artigas, físico e filósofo, diz: “Portanto, o teísmo aparece como a única opção rigorosa para quem não renuncia a buscar uma explicação do universo. Nem o universo em seu conjunto nem seus aspectos parciais podem ser identificados com algo propriamente divino. No entanto, a racionalidade do universo sugere fortemente sua conexão com a inteligência divina” (em La mente del universo).

E São Paulo Apóstolo, falando do Deus uno e trino, Trindade Santíssima de infinita bondade, diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13,13).

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