
Como mostra a Sagrada Escritura, Deus dá leis aos homens e se importa com o cumprimento de seus mandamentos. Tudo isso está para o bem e o melhor e para fazer bons os homens. Cumpri-los é bem fonte de bens, e não os cumprir culposamente é mal fonte de males. O homem deve fazer o bem e evitar o mal porque isso é justo e o aperfeiçoa.
Em Deus há liberdade e há virtudes morais, e tudo com perfeição absoluta. A Deus nenhum mal pode ser atribuído, pois Ele é a pura Bondade. Sem Deus, só haveria o nada absoluto desde sempre e para sempre. Em oposição ao nada total e pela unidade e multiplicidade das coisas, há o Ser em si, absolutamente Ser, e há os seres participantes, as criaturas; e o mesmo vale para a bondade.
Conforme os ensinamentos da Escritura, a ordem moral possui importância central, ao ponto de estar diretamente ligada à salvação e à condenação eterna. É próprio da moralidade os valores morais, com a diferenciação entre “bom” e “mau”. A bondade moral e a maldade moral são o centro da moralidade, a qual implica necessariamente a liberdade (ou livre-arbítrio), a responsabilidade e a consciência moral (que é incomodada quando pensamos que fizemos algo errado). Há também culpa moral e há a relação das questões morais com a recompensa e o castigo. Deus é, em primeiro lugar e em última instância, o juiz dos homens nas questões morais de sua vida de preferências, escolhas, ações e efeitos.
Na Escritura é dito: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar” (Jo 8,11); “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoá-los e nos purificar de toda iniquidade” (1Jo 1,9). E na liturgia católica se ensina a dizer: “Confesso a Deus Todo-Poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria (…), a todos os Santos e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras; por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa (…)”.




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