
Na Sagrada Escritura é dito: “Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’ Então alguns mestres da Lei pensaram: ‘Esse homem está blasfemando!’ Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: ‘Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: “Os teus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levanta-te e anda”? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados’ — disse, então, ao paralítico —: ‘Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.’ O paralítico então se levantou e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.” (Mt 9,1-8).
O homem tinha um problema físico, pois era paralítico, e um problema espiritual, pois tinha pecados a serem perdoados. Pelo ato de fé, que é espiritual, o paralítico recebeu um benefício físico, que foi a cura, e um benefício espiritual, que foi o perdão, sendo este mais importante que aquele. Recebeu de quem podia receber, pelo poder que lhe é próprio, no caso o Deus-Homem, Jesus Cristo. Nessa cura milagrosa e nesse perdão dos pecados, Cristo mais uma vez se revela divino, como nas palavras de São Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”.
Como o homem é corpo e espírito, para ele há não somente males físicos, mas também males espirituais, sendo o pior deles o pecado que o afasta e o priva da amizade com Deus. Do mesmo modo, há bens materiais e bens espirituais, entre os quais o maior é a vida eterna junto de Deus, o Sumo Bem.





