
No livro do profeta Oséias é dito: “Assim fala o Senhor Deus: ‘Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque caíste em teu pecado. (…) Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem.’” (Os 14,2-10).
O pecado é necessariamente maldade moral, que supõe valores objetivos, a liberdade humana e o dever. Como tal, implica uma certa queda no ser, um estado de negação, pois significa objetivamente o homem agir contra o seu sentido-criacional, como ideia divina, e contra o seu Criador benevolente. Em vez de perfeição, glorificação e comunhão com o Criador, no pecado há perversão, ofensa e inimizade com Ele.
A misericórdia de Deus inclui diversas oportunidades de conversão para o homem, enquanto saída do mal e entrada no bem. Exemplo disso é o abandono dos ídolos (a maldade da idolatria) e a adesão confiante e obediente ao Senhor, verdadeiro Deus, Causa universal dos entes e fonte de todos os bens.
As palavras de Deus são para serem refletidas e entendidas. Assim o faz o homem sábio. Os caminhos do Senhor são corretos, isentos de toda falsidade e maldade. Esse é o caminho dos justos e que os distingue dos maus, os quais neles tropeçam e caem.





