
Cristo disse: “19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.” (Mt 18,15-20)
Naturalmente, um filho pede coisas a seu pai e este, por sua vez, tem disposição benevolente para fazer o que é benéfico para seu filho. Porém, um pai não é bom apenas por isso, mas também por seu discernimento, que implica dizer não ou não atender sempre a qualquer vontade do filho. Quanto a isso, pode haver diferentes “nãos”. Por exemplo, o “isso não, em hipótese alguma”, o “isso não agora”, o “isso não desse modo” etc. Neste sentido, de certo modo e com total perfeição, assim é Deus com seus filhos. A este respeito, como exemplos, é dito na Escritura: “Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem!” (Mt 7,11); “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.” (Tg 4,3); “Porque a visão ainda se refere a um prazo definido […] se tardar, espera-a, porque ela se realizará com toda a certeza e não falhará” (Hab 2,3); “A esse respeito, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Mas ele me disse: ‘Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força.’” (2Cor 12,8-9); e “Meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor” (Is 55,8).





