
São Paulo Apóstolo diz: “Irmãos, 12 se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13 Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15”. (1Cor 15,12-15)
A verdadeira fé cristã, em sua catolicidade, ensinada com autoridade pela Igreja, que “é coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), implica verdades naturais alcançáveis pela razão natural e possui certas implicações filosóficas a respeito da realidade, na qual há a lei da unidade, antes de tudo a unidade da essência Divina, do Deus Uno e Trino, conforme à Revelação cristã.
Dois exemplos:
(1) Se as coisas da fé são para ser entendidas, se são dotadas de significados, isso implica a possibilidade e a existência da consciência intelectual. Isso corresponde à experiência humana, que mostra que o homem pode transcender intelectualmente os condicionamentos de seu corpo material e do cosmos físico circundante. E a intelectualidade, junto com a vontade, é marca da espiritualidade humana, de seu ser feito “à imagem e semelhança de Deus”, que é puro Espírito. “É o Senhor quem dá a sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e a inteligência.” (Pr 2,6)
(2) A ressurreição implica o ressuscitável e suas condições de possibilidade, como a mortalidade e a causalidade, e tudo isso implica a ordem das possibilidades e das necessidades, que, por sua vez, implica uma transcendência com relação à ordem dos sensíveis. Tal ordem transcendente pode ser dita a ordem dos inteligíveis, com relação à qual estão o imaterial e o espiritual. Isso não pode ser qualificado como puramente mental, como mera construção da mente, pois pertence à realidade mesma e àquilo que é dado na experiência. As possibilidades, necessidades e impossibilidades de um ente não são invenções da mente humana, mas coisas apreendidas por ela.
Em Provérbios é dito: “A sabedoria está diante do homem inteligente, mas os olhos do insensato estão nos confins da terra.” (Pr 17,24)





