
“Ninguém teve o poder de encarnar e dar a luz à Sabedoria Eterna, a não ser Maria” (São Luís de Montfort)
Maria não é somente bendita entre todas as mulheres, mas também entre todas as criaturas. Depois de Cristo, o Homem-Deus, Maria é a pessoa mais importante da história em todos os tempos, de Adão e Eva até o fim do mundo. Está acima de todos os santos, profetas, sábios e reis. É a Mãe de Deus, Rainha de todos os anjos e homens, com domínio sobre todos os demônios. Quando o Arcanjo São Gabriel diz que ela é “cheia de graça”, isto significa que, em virtude de sua Maternidade divina, no mérito de seu sim à Vontade Divina, Deus a elevou a alturas inimagináveis, concede-lhe privilégios insondáveis, que somente a Mente Divina pode ensinar. Se a criatura finita, com a perfeição que lhe é própria, ama finitamente sua mãe, o Deus infinito ama infinitamente sua Mãe, que criou para habitar consigo eternamente, ao lado de seu Trono, em seu Reino glorioso.
Quanto mais alguém conhece Maria Santíssima, mais ama a Deus por sua infinita Bondade, por sua Misericórdia Onipotente. Tudo o que Maria é foi dado por Deus; ela pertence a Ele totalmente, e assim disse de si mesma: “eis a escrava do Senhor”.
Se Maria é criatura e se todas as bondades que possui recebeu do Criador, isto diz a grandeza sem fim da Bondade e Onipotência do Senhor. A este respeito, diz o filósofo Dietrich von Hildebrand: “No próprio ato de adoração está incluída uma resposta não só ao ens a se (ser em si), nem apenas à soberania absoluta e onipotência de Deus, mas também à bondade infinita de Deus. O verdadeiro temor a Deus e, ainda mais, o amor a Deus implicam e supõem a noção de valor. O mesmo se aplica à esperança, à adoração, ao louvor e à confiança em Deus: todos eles só têm significado se Deus for entendido como o Bem infinito. Mesmo em um temor servil a Deus está implicado um elemento de resposta à justiça infinita de Deus, na medida em que o mal temido é entendido como um castigo imposto pelo juiz eterno”.
Somente Maria é Mãe de Deus. Como Aquele que quer sempre como fim o bom e o melhor, assim Ele quis a Mãe de seu Filho Eterno, segunda Pessoa da Divindade Una e Trina, o verdadeiro Deus, o Deus de Jesus Cristo.


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