
O filósofo Josef Seifert diz: “Ser pessoa é, necessariamente, ser espírito, um ser-eu que se diferencia radicalmente, por sua natureza simples e incomunicável por excelência, de toda matéria, a qual é matemática e infinitamente divisível e fisicamente divisível em incontáveis partes e que, além disso, é essencialmente constituída por partes não idênticas. Ser pessoa é também ser um ser consciente, desperto, dotado de razão ou, ao menos, capaz em princípio de usar a razão, ainda que isso possa ser impedido pelo sono ou por outras circunstâncias. Não obstante, para poder ser sujeito de uma vida consciente e espiritual, relacionada intencionalmente com os objetos da consciência, é necessário ser uma substância espiritual, não extensa no espaço e não composta por partes não idênticas existentes no espaço umas ao lado das outras, como ocorre na matéria. Por isso, a pessoa é essencialmente espírito, e o homem, enquanto pessoa, é antes de tudo alma, embora o corpo pertença à totalidade do ser pessoa”.
O Pe. Stanislavs Ladusãns, filósofo, diz: “(…) O que interessa diretamente aqui é a ordem fundamental na interioridade do mesmo homem, onde encontramos o apetite natural da felicidade, que o inquieta profundamente e não o deixa em paz, até que não encontre Deus como Sumo Bem, termo final, que proporciona a tranquilidade, isto é, a paz. (…) O bem significa aqui o ente que convém ao sujeito e, por isso, é apetecível. O apetite, que encontramos no fundo da nossa alma e que incita veementemente a buscar a paz, é o apetite natural da felicidade. A felicidade significa subjetivamente a posse do bem, que aquieta plenamente o apetite; objetivamente diz o bem, que é capaz de aquietar plenamente o apetite”.
São Maximiliano Kolbe diz: “Todos anseiam a felicidade e aspiram a ela, mas poucos a encontram, porque a buscam onde não existe (…) Além do mais, riquezas, prazeres e glórias são privilégios de poucos, enquanto a felicidade é um desejo de todos… O coração do homem é demasiado grande para poder ser preenchido pelo dinheiro, pela sensualidade ou pela fumaça da glória, que é ilusória, mesmo que atordoe. Ele deseja um bem mais elevado, sem limites, que dure eternamente. Porém, este bem é unicamente Deus”.
E Cristo ensinou: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” (Mt 4,4)

Deixe um comentário