
Que a verdade é um bem e a falsidade é um mal, não há dúvida. E que isso vale também para a religião e a salvação, não há dúvida. É da máxima importância que a fé em Deus, em Cristo e na Igreja por Ele fundada permaneça íntegra e pura em sua verdade. Certamente, essa é a vontade do próprio Deus, que é a Verdade puríssima, não nega a si mesmo e não tem parte com que é mal.
A verdade e a verdadeira religião é uma causa de Deus, que o glorifica e é benéfica para os homens. A falsidade em geral e as falsidades religiosas, como as heresias, são males e fontes de males, tanto mais graves quanto mais importante for a realidade à qual dizem respeito. Pelo seu potencial negativo, além de se oporem ao que é importante em si mesmo, as falsidades na ciência, na filosofia e na religião possuem importância negativa, sem neutralidade nem indiferença.
No sentido cristão autêntico, a Revelação divina é a palavra de Deus para a humanidade. A fé consiste em aceitar como verdadeiro, com vontade obediente, aquilo que Deus revelou e que, por meio de sua Igreja Católica, ordena que se creia. A fé gira em torno da verdade e inclui certo dever-crer, obediência vivente e perseverança, continuidade no verdadeiro imutável, que não passa com as mudanças do tempo.
A fé, com todas as suas exigências, vale a pena ser vivida permanentemente, porque é verdadeira em seus conteúdos e coloca o homem no caminho do bem e do melhor, que culmina no Sumo Bem, felicidade superabundante. Assim, Jesus Cristo diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6); “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).




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