No livro dos Atos dos Apóstolos é dito: “Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Então subornaram alguns indivíduos (…)” (At 6,8–15).

Se há discussões religiosas inúteis, que devem ser evitadas pela vacuidade de bens objetivos e pela possibilidade de maus frutos, há também disputas úteis, benéficas e até devidas. Exemplo disso é a discussão de Estêvão contra certos judeus (da Sinagoga dos Libertos e outros), sobre tema religioso. Estêvão estava com a verdade, enquanto seus oponentes estavam no erro, defendendo o que é falso. Isto mostra que Deus não somente não desaprova qualquer discussão, como até presta seu auxílio em algumas delas.

Não podendo vencer Estêvão na disputa intelectual em tema da religião, seus oponentes recorreram a outro meio para desacreditá-lo e calá-lo: subornaram pessoas para dizerem invenções caluniosas, acusações infamantes.

Tudo isso supõe que há a razão (intelecto), há a verdade e a falsidade, há o moralmente bom e o moralmente mau, há a liberdade do homem, que pode escolher entre possibilidades e escolhe por razões-motivos, e há a responsabilidade, com o mérito pelo bem feito e a culpa pelo mal feito, e nisso o prêmio e a punição, que giram em torno do bem, positivamente em um e negativamente no outro.

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