Conforme o Salmo 118, Deus quer que o homem siga a trilha da verdade e de sua divina vontade, o que inclui seus preceitos, suas leis, que são sempre para o bem e o melhor, e fonte de bens. Caminho significa direção. A vida humana e os atos do homem são direcionáveis, podem seguir diferentes direções. Uma delas é a direção moral, que corresponde aos atos humanos enquanto livres e qualificáveis como bons ou maus. Em sentido amplo, a moralidade dos atos humanos significa sua bondade ou maldade. Sem liberdade, não há moralidade.

Fundamentados em Deus, o Valor Absoluto, para o homem dotado de liberdade de escolha há exigências morais, há deveres morais, jamais arbitrárias, mas sempre vinculadas ao Logos e aos logos, à Bondade e às bondades. O Beato Duns Scotus, filósofo católico medieval, diz: “O mesmo ato, considerado em si, pode possuir múltipla bondade moral; (…) Exemplo: Vou à igreja por justiça, porque estou obrigado por obediência ou por voto; vou também por caridade para com Deus, para rezar ou prestar culto de latria a Deus; e vou por caridade fraterna, para edificar o próximo. Em suma: todo ato bom, seja apenas com bondade moral, seja com bondade meritória ulterior, é tanto melhor quanto mais motivos ordenados de agir concorrem nele. De modo semelhante, em um mesmo ato podem concorrer muitas malícias, tantas quantas forem ditadas pelos elementos opostos que deveria conter”.

Outro filósofo católico, Dietrich von Hildebrand, diz: “Um primeiro tipo fundamental de bem objetivo para a pessoa é ser dotado de valores. Ser moralmente bom, ser inteligente (…), tudo isso está objetivamente na linha do nosso próprio bem; é objetivamente benéfico para nós; é como tal uma bênção” (em “Ética”).

Em Provérbios é dito: “Não te abandonem a bondade e a fidelidade… acharás graça e bom êxito diante de Deus e dos homens” (Pr 3,3–4).

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