Cristo disse: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18,37). Deus é a Verdade, fonte de toda verdade, e o caminho da salvação passa pela obediência à verdade ensinada como tal, que deve ser aceita ao modo da fé. Por essas razões necessárias, Deus quer que o homem creia no que é verdadeiro e não no que é falso.

Deus quer o fim bom, no caso o prevalecimento da verdade pelo livre assentimento da fé, e quer também aquilo que é para esse fim. Por isso, para a salvação dos homens, Ele providenciou os meios convenientes. Entre eles está um Magistério infalível, que pode dizer a verdade que deve ser crida, o bem que deve ser feito e o mal que deve ser evitado, dando certeza ao fiel pela afirmação da verdade, pela autoridade divinamente instituída e auxiliada.

No tempo da graça, nos movimentos contínuos da história, um pastor universal que seja infalível em questões de fé e moral, exercendo com tal intenção a autoridade recebida, convém ao fim da Igreja como corpo de Cristo, como “fundamento e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15).

Santo Tomás de Aquino diz: “Tanto um meio é mais conveniente para conseguir um fim, quanto mais faz concorrer elementos conducentes ao fim (…). Também a natureza, para produzir uma obra de modo mais conveniente, aplica vários meios para um mesmo fim; assim, dois olhos para ver. E o mesmo faz em casos semelhantes” (Suma Teológica). E o salmista ensina: “Como são numerosas as vossas obras, Senhor! Fizestes tudo com sabedoria” (Sl 103,24).

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