
O cristianismo e o paganismo são mutuamente excludentes, e assim não é possível levar a vida nesses dois caminhos ao mesmo tempo. Isso abrange concepções sobre coisas fundamentais, como a escala de valores, prioridades e preferências, ações e modos de viver. Cristo disse: “Os pagãos é que procuram essas coisas” (Mt 6,32). O fundamento de tudo isso, com prioridade lógica, é **a questão da realidade tal como ela é**. Para o cristão, que aceita a verdade da fé, na realidade tal como ela é há Providência Divina, do Deus verdadeiro que tudo governa como supremo Senhor, ao qual toda a criação obedece. É dito: “No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta” (Mt 6,26).
O senso de realidade, próprio da sensatez, é senso da realidade tal como ela é, e está presente no verdadeiro catolicismo, enquanto religião de Cristo, o caminho de relação e comunhão com Deus, que necessariamente inclui o máximo respeito pela verdade. Cristo, como o Mestre que é a Verdade vivente e instrui no verdadeiro, sempre chama o homem para o mundo real, em oposição à ignorância e às ilusões. É dito: “Se um cego conduz outro cego, ambos cairão na cova” (Mt 15,14).
O Papa Pio XII diz: “Verdadeiramente, a religião de Jesus Cristo funda-se toda no Homem-Deus mediador; de maneira que não se pode chegar ao Coração de Deus senão passando pelo Coração de Cristo, conforme o que ele mesmo afirmou: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim’ (Jo 14,6)” (Encíclica Haurietis Aquas).




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