Na Sagrada Escritura é dito: “Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: ‘Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?’ Eles responderam: ‘Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas.’ Então Jesus lhes perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.’ Respondendo, Jesus lhe disse: ‘Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la’” (Mt 16,13-19).

No tema da verdadeira religião e da verdadeira Igreja de Cristo, esta passagem é fundamental, pois ensina verdades fundamentais. Há aqui uma distinção relevante. No primeiro caso, temos declarações humanas que, objetivamente, são meras opiniões e falsas, quer dizer, nelas não há a verdade nem a certeza do conhecimento, enquanto algo que corresponde à realidade e é garantido por algo firme. No segundo caso, há a declaração de um homem, porém auxiliado pelo Espírito da Verdade, portanto algo revelado, com a verdade e a certeza do conhecimento, enquanto corresponde à realidade e é garantido pelo próprio Cristo, sendo, por isso, firme como rocha.

A religião de Cristo não é uma religião de meras opiniões nem de falsidades, massim uma religião de verdades reveladas, das palavras de Deus para os homens, as quais devem ser cridas como tais. E, quanto a isso, sua Igreja é infalível, seus dogmas são sempre verdadeiros e suas verdades morais são puras, pois é auxiliada pelo Espírito Onipotente, que é a Verdade, fonte de toda verdade. Santo Tomás de Aquino diz: “Eis por que só a Igreja de Pedro (a quem coube pregar o Evangelho por toda a Itália) sempre foi firme na fé. Enquanto em outros lugares não existe a fé, ou existe misturada com muitos erros, a Igreja de Pedro permanece na fé e está purificada dos erros. Isso não pode ser motivo de admiração, porque o Senhor mesmo disse a Pedro: ‘Roguei por ti, para que tua fé não desfaleça’ (Lc 22,32).” (Sobre o Credo Apostólico).

E São Maximiliano Kolbe diz: “Bem sabemos, contudo, que na vida concreta às vezes agimos como se, num mesmo problema, o ‘não’ e o ‘sim’ pudessem ser ambos verdadeiros. (…) De fato, sobre este mesmo assunto não pode ser verdadeiro o ‘sim’ e também o ‘não’. A verdade está no ‘sim’ ou no ‘não’. A verdade, de fato, é uma. (…) E nem Deus cancela nem pode cancelar a verdade com um milagre, já que Ele mesmo é a Verdade por essência. Como é grande o poder da verdade! Um poder verdadeiramente infinito, divino. (…) A questão não muda quando se refere às verdades religiosas. Na terra vemos numerosas confissões religiosas, e existe a ideia, muito difundida, de que toda religião é boa. Porém, não se pode estar de acordo com essa ideia.” (em “Escritos de São Maximiliano Kolbe”)

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