São Maximiliano Kolbe diz: “Maria, a Mãe santa, não deu a Jesus Cristo a divindade. Ela gerou somente o corpo dele. Jesus Cristo, porém, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem ao mesmo tempo e, já que a Mãe santa concebeu e gerou o homem-Deus, Ela é plenamente Mãe de Deus. O culto dedicado a Maria é, na Igreja Católica, uma coisa natural e fora de discussão”.

Cristo não recebeu de Maria Santíssima a divindade que ele possui por natureza, porque isto é impossível, dado que por essência, de modo imutável, a Divindade é superior à humanidade, o Criador é superior à criatura, e o mais não pode vir do menos, o ser não pode vir do não-ser. Assim, a divindade que vem da humanidade, como o consequente que vem do antecedente, seria o mais que vem do menos, uma impossibilidade absoluta. Crer nisto seria crer contra a razão, o que é diferente de crer além da razão, considerada em seus limites com relação à totalidade do ser, à infinitude divina, como potência humana que, nas palavras de Santo Tomás de Aquino, não pode compreender plenamente as verdades que estão acima de si. Como é dito no livro de Eclesiástico: “A ti foram reveladas muitas coisas, que ultrapassam o alcance do espírito humano”.

O Verbo Eterno, a Sabedoria Eterna que Deus tem si mesmo, é anterior a Maria, do mesmo modo que o pai é anterior a sua filha, e o Verbo encarnado é posterior a Maria, do mesmo modo que o filho é posterior a sua mãe. A maternidade divina de Maria Santíssima corresponde à vontade de Deus. Deus quis ter uma “Mãe adotiva”, assim como quis ter inúmeros filhos adotivos nascidos do Espírito pelo batismo. Em tudo isto está a Bondade onipotente de Deus, o Criador.

Quem alcançar o Céu eterno, felicíssima participação na Sabedoria Divina, verá! Como diz o salmo 15: “Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!”.

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